sábado, fevereiro 21, 2009

Luz, Câmera e Ação














Uma iniciativa do ator e diretor Robson Lemos, as noites do projeto Luz, Câmera e Ação têm enriquecido de cultura o espaço artístico do restaurante Sal e Brasa, em Everett, Massachusetts. Desde a noite da abertura do projeto, aquele interessante local transformou-se no ponto de encontro dos artistas brasileiros radicados neste estado.  
A idéia básica é apresentar no palco eclético, stand-up comedy, cenas teatrais, pequenos esquetes, cantores, poetas, performances pessoais de dança e malabarismo, dando espaço a todos que queiram mostrar seu talento artístico. Além disso, LCA é também o espaço de lançamento dos últimos curtametragens produzidos por cineastas locais, que surgiram a partir de diversos movimentos cinematográficos entre brasileiros de Massachusetts. 
Um dos iniciadores desse processo é o cineasta, agora diretor de televisão, Roberto Carminati, que dirigiu e produziu o filme  A Fronteira,  em 2002,  e abriu espaço para artistas e técnicos locais. Com o trabalho genial da atriz, escritora e produtora Edel Holz a partir de 2003, que, com seus workshops teatrais e produções pessoais, como Meu Brasil é Aqui, que atraiu e preparou inúmeros atores e atrizes, o movimento se intensificou e hoje se proliferam os grupos teatrais em Massachusetts.
Este locutor que vos fala, com o apoio do produtor Chris Rodrigues, também autor do livro O Cinema e a Produção, promoveu uma oficina de cinema, de onde sairam novos cineastas já produzindo seus filmes, como o Alex Ferro, que recentemente fez a direção e a fotografia de Venha Ver o Por do Sol, curta de final de curso e que tem sido também apresentado nas noites culturais do Sal e Brasa. 
Outro grupo teatral que se tem destacado na grande Boston é o Ponto de Partida, que tem em seu currículo espetáculos teatrais, shows e eventos culturais. 
Recentemente, o grupo teatral Algazarra fez sua estréia no Cafe Belô de Everett. Com as atrizes Catarina Gomes, Edna Guber, Andreza Priscila, o público tem se divertido com teatro infantil, teatro de bonecos, malabarismo, números circenses e muito mais. Andreza também idealizou e apresenta seu alter-ego, a personagem Floripes, engraçadíssima e com um perfil bem criativo. 
Esse singelo artigo pode ser o primeiro de muitos que integrarão a comunidade artística brasileira de Massachusetts. O próximo passo é ser criada uma associação, a ATED-MA, Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de Massachusetts e registrá-la junto ao órgão brasileiro SATED e conquistar o espaço que o artista brasileiro batalha nos EUA. 




domingo, julho 29, 2007

À Sombra dos Sonhos Ideais (I)



Existe um poema de Fernando Pessoa, com uma linha que jamais consegui esquecer: "Tenho em mim todos os sonhos do mundo". Depois de 45 anos perseguindo alguns dos meus (sonhos), verifico que trabalhei, trabalhei, mas não consegui juntar alguns milhões de dólares, que era um item bem importante da minha lista – ficar rico, poder comprar alguns imóveis, investir em negócios, etc. Encontro-me, até hoje, fora alguns altos momentâneos, como se ainda estivesse no ponto de partida.
Tive, sim, oportunidades. Muitas. Todas que apareceram eram as melhores daquele momento. E conheço muita gente no mesmo barco que eu, atolado de experiência e tendo encarado diversas profissões, sem a coragem de admitir que a grana está mesmo curta. E que mal chega para pagar as contas do mês, ainda mais sobrar algum para tirar férias. Minha ficha caiu recentemente, quando me encontrei práticamente sem grana para bancar o Summer Camp do meu filho de 11 anos, Fred. E caiu de novo quando, culpado por deixá-lo muitas horas em casa sózinho, retomei o homme office e dei um tempo em minhas viagens ao estúdio da Videoview em North Miami, para que pudesse, algumas vezes, acompanhá-lo a um recretion center, piscina, praia, o que aconteceu muito pouco durante esse verão.
Esses dias OFF me fizeram parar para pensar o que fazer daqui por diante com meu sonho de ganhar algum dinheiro nos Estados Unidos. Sim, porque se continuar fazendo a mesma coisa de sempre, estarei ganhando o mesmo salário de sempre. E ficarei no mesmo e absurdo jogo do gato e rato comigo mesmo. O meu "eu" de empregado de mim mesmo, brigando com meu "eu" patrão.
Muitos de vocês sabem que represento, há muitos anos, os produtos da Herbalife. E que esse tempo todo, mesmo fascinado pelo sistema chamado Marketing de Rede e o salário tentador que uma grande downline pode proporcionar, nunca de verdade me atirei no mercado e no plano financeiro que a companhia prometia. Isso porque sempre trabalhei, paralelamente, em produções de filmes, documentários e comerciais. Essa é a atividade da qual tenho sobrevivido, part-time, equilibrando com meus ganhos na Herbalife.
Recentemente, um distribuidor infeliz e enfezado com seus baixos resultados, acusou o sistema de recrutamento da companhia de ser completamente ilegal e sua carta chegou a milhares de leitores via Internet. Vários de meus amigos pela vida, incluindo a cantora Kenia e o jornalista e feiticeiro Chico Moura, me enviaram uma cópia da carta e me questionaram "E aí, cara, como é que vai ficar o teu negócio com a Herbalife agora?"
Li e reli o email, pensei bastante e cheguei à conclusão que vou, sim, continuar batalhando no marketing de rede. Acredito em todos os erros cometidos pelo distribuidor infeliz e por isso, agora, com os erros dele e com os meus próprios erros, decidi ir mais longe: vou finalmente, à luta da liberdade financeira a qual esse país nos propõe. Mas de uma forma diferente, moderna, eficaz, profissional.
Eu também costumava ver o network marketing como muita gente, para mim não passava de um esquema de pirâmide, destinado a ludibriar incautos e ingênuos. E não quis trabalhar dessa maneira. No Brasil, a pirâmide é altamente praticada, pois o brasileiro é presa fácil para a famosa frase: "afinal, você não gosta de levar vantagem em tudo?" e acaba se dando mal, para a riqueza dos espertos.
Aqui nos Estados Unidos, pelo contrário. Pirâmides são ilegais. Portanto, caso você esteja neste momento, optando por fazer negócios em qualquer que seja a empresa que oferece o sistema de Marketing de Rede, preste atenção no produto, estude bastante o sistema de ganhos financeiros e cuidado na hora de escolher. Recentemente, uma empresa de telefonia brasileira, atuando nos Estados Unidos, teve que fechar devido a à suas operações no sistema de pirâmide.
Em Boston, brasileiros foram prejudicados por alguns espertalhões que os colocaram numa pirâmide financeira e houve perdas individuais de até 12 mil dólares.
Então, mais uma vez o lembrete. Encontrem a companhia. Mas, decidam-se pelo marketing de rede. É o seu futuro esperando agora mesmo por vocês.

(Continua)
Correspondência para o autor: phydiasb@yahoo.com


À sombra dos sonhos ideais (II)
O que é o Marketing de Rede?
NEXT






quinta-feira, dezembro 28, 2006

VEJA NA PRÓXIMA EDIÇÃO DE CORPO E MOVIMENTO MAGAZINE



Preguiçosa, "Samambaia" usa boxe para manter boa forma


Aos 25 anos, a modelo catarinense Daniele Souza é sucesso na telinha sem muito esforço. Daniele fez a personagem "Mulher Samambaia" do programa Pânico na TV, exibido às sextas e domingos pela RedeTV.
Sua boa forma (65kg distribuídos em 1.70m, além de 100cm de busto) chama a atenção dos marmanjos de plantão. Daniele, porém, confessa ser preguiçosa na hora de fazer exercícios. "Cheguei a treinar forçada, por saber que preciso manter minha forma. Agora com a personal trainer tudo mudou", afirma a modelo, que faz musculação de duas a três vezes por semana.
Neste ano, "Samambaia" passou a se interessar por um esporte, o boxe. Tal interesse foi despertado após a luta contra a Michelly Pettri, a "Bandida", organizada pelo próprio programa Pânico. "Samambaia" venceu por nocaute técnico. "No início, treinava boxe só para lutar. Mas fui pegando o gosto, e agora pratico porque me faz bem". "O interessante é que depois da luta, muitas mulheres me pararam na rua para dizer que, inspiradas em mim, passaram a praticar o esporte", gaba-se.
Na musculação, Daniele diz que faz muitos exercícios para as pernas: "Ultimamente eu faço 4x12. Cheguei até a pegar 170kg, mas vi que não tava surtindo o efeito necessário e diminuí a carga". "Samambaia" diz não fazer dieta, mas toma alguns cuidados, como evitar gordura a açúcar. "Não gosto de doce, o que me ajuda a manter o peso. Corto fritura também, mas às vezes não resisto no final de semana (risos)".
A modelo também tem cuidados com a pele. Daniele procura fazer drenagem e bronzeamento artificial pelo menos uma vez por semana, na clínica New Son. "Para mim, é muito importante fazer a drenagem linfática, para evitar a retenção de líquidos. O bronzeamento artificial também dá um aspecto saudável à pele", argumenta.
(D.Machado)

Corpo e Movimento Magazine

*Modelo brasileira Ellen Jabour

Olá, você que está interessado em CORPO E MOVIMENTO Magazine e foi redirecionado para esse Blog. Nossa página ainda está em construção. Caso queira receber um PDF com a última edição impressa da revista, envie email para corpoemovimento2007@hotmail.com


Envie seus artigos e comentários para o publisher. Valeu pela visita. Aproveitando, convido para que vc leia um pouco do Brazilian Courier. Abraços, Phydias Barbosa

domingo, dezembro 17, 2006

Deux ou troix choses que je sais d´elle


NEM TUDO É VERDADE!

Brazilino produça foi convidado por Brazilino xefão a ocupar uma função de destaque na emissora TV Ovo, Canal Tal. Chegando lá, encontrou outros brazilinos, alguns até super conhecidos. Enganando um pouco que entendia de fritar a gema sem danar a clara, o (n)ovo funcionário logo se deu conta de que não haviam índios na taba, sómente caciques. E super-caciques, daqueles de colocar sua própria oca a favor do serviço de proteção à família dos curumins desamparados.

Foi pedir ao rola grossa que contratasse alguns outros aspones e mais algumas ferramentas para o conserto da aldeia, mas ninguém o escutou. Nem o camaleão e nem a camaleoa. No dia em que comentou, na reunião, que precisava de uma estimativa de custo por reclame, todos ficaram olhando para ele com a cara ambola.

Como havia um brazilino sendo cozido em banho maria na hora em que ele chegou pra desfrutar da gororoba, encorajou-se e de frente perguntou o que fazia uma companhia casquenta num mundo tão desnecessitado daquele cheiro de enxôfre. E escutou a granada explodir no corredor: "É o jabaculê, meu chapa. Aperta aqui, estica ali, planta aqui, implanta acolá, veículos, jantares, coquetéis e o jabaculê mandando vê". Mas, ele (o Brazilino produça) que sempre foi muito Dhan, quis saber mais: E foi lhe dito que o "camarada xefão era muito pepê e não entendia xongas do ministério que arrotava". Onde ia parar tudo isso?

Concasquetando na mesma área, em franca atividade numa espécie de limbo dantesco aonde se misturavam cavalgadoras e cavalgaduras, trepadeiras e trepa-duras, Deus reinava de dia e o Diabo mandava ver, nú e de mão no bolso, à noite e nas madrugas. Brazilino produça verificou que era mesmo caso para estudo, essa falta de entendimento geral.

E, como é Dhan, resolveu permanecer em seu observatório, imprensando os portadores de neuroses congênitas a compreenderem que davam murro em ponta de faca. Ele mesmo foi pro corredor treinar essa nova arte marcial. Esmurrando o próprio canivete, ele verificou os acertos que não se faziam no barulho do meio dia e nas tetas de onde não rolavam leite na calada da noite.

Arrastando um pé prá lá e outro prá cá, disfarçou-se de alma e pôde, então, descobrir toda a verdade. Não havia piastras suficientes para a manutenção da taba. Petit-a-petit (pocs a poqs, little by little) Brazilino começou a DHANsconfiar que nem o seu faz-me-rir e nem o faz-me-rir duzôtro ia se materializar tão cedo. Mesmo assim, continuou a enlatar jabaculês. Na esperança de que um dia, o xefão da tribo faria que nem um Seminole e abriria seu próprio Rarderóque. Pura ilusão.

A morubixaba, que vivia alegre e invadida de atividades estimulantes com o seu caráter quem manda aqui sou eu e quem quiser que me compre, sempre senhora de sí mesma, caiu do tamanco quando o xefão, defecando sem cheiro nenhum, avisou à plebe ignara: "Cês vão sem grana em paz com Sued (ler essa palavra pelo espelho) que logo agorinha mermo o FazOcêsRí vai se materializá, caindo do céu que nem maná".

Que maná coisa e tal que nada, os saltos altos todos se quebraram, as saias ficaram todas justas e agora muitos estão swirveling the woman from Bahia (swirveling=rodando; the woman from Bahia=a bahiana). Afanaram de mentirinha o espólio do baú, a felicidade desapareceu do mapa e the cow went to the swamp (cow=vaca;swamp=brejo).

Há gente até que diz "Achei que era tudo verdade", o que foi contado pelo Visconde de Sabugosa a um hebdomadário que se julga imperial, trazendo de volta, incólumes Billy the Kid e Scarface, prováveis mentores de toda essa confusão. Os vilões viraram vítimas, e as vítimas, vilões. Final inesperado? The End? Não, apenas isso: Mais uma vez, no grande Festival de Besteira que Assola a Comunidade (des) Unida (FEBEACU) termina outro capítulo dessa guerra na taba, que começou com o tupi - o que deu na televisão - e pode terminar com o guarani - símbolo de uma caixa de fósforo, que só servirá para ser aberta e cada um dos seus pauzinhos servirem para queimar as mufas dos insensatos. Liguem o rádio e escutem porque agora eu pergunto a vocês, leitores e ouvintes, na primeira classe, arquibancada ou geral:

Isso tudo é....... Azar ou Incompetência?

(Phydias Barbosa)

segunda-feira, maio 29, 2006

Era Wilson Simonal Dedo-Duro?



No início de minha carreira como iluminador e sonoplasta de shows, tive a sorte de ir trabalhar no teatro Toneleros, na rua do mesmo nome, localizado dentro de uma escola, no bairro de Copacabana. Era um excelente auditório para espetáculos, em fins dos anos 60. Fui apresentado por algum amigo ao Paulinho do Som, que me adotou como ajudante e me ensinou um monte de truques, tais como operar luz de palco, seguindo um roteiro de iluminação previamente ensaiado com o diretor do espetáculo. Na verdade, entrei para o Show do Crioulo Doido no meio da temporada, exatamente para aliviar o trabalho duplo que Paulinho vinha realizando, acumulando as duas funções, a de sonoplasta e de operador de luz. Eu fiquei com a responsabilidade de operar luz para Stanislaw Ponte Preta, o Sérgio Porto que, acompanhado do Quarteto em Cy, a banda de Oscar Castro Neves e o comediante Alegria, todos dirigidos pelo legendário Aloysio de Oliveira, era responsável pela grande caricatura do Brasil e, mais particularmente, do Rio de Janeiro da época. O samba do Crioulo Doido, além de vender milhares de cópias, passou a ser um mote popular, como alguém que se expressa quando algo não está correto, na forma Isso mais parece um samba do crioulo doido.
Quando Sérgio Porto sofreu um acidente carviovascular e faleceu no hospital, eu sentí profundamente a perda daquele grande humorista e cronista brasileiro. Suas criações permanecerão para sempre. Tia Zulmira, Rosamundo e Primo Altamirando, inesquecíveis. E foi com seu Festival de Besteira que Assola o País - FEBEAPÁ, lançado em plena vigência da Redentora, apelido do golpe militar de 1964, que ele alcançou seu grande sucesso. Stanislaw afirmava ser difícil precisar o dia em que as besteiras começaram a assolar o Brasil, mas disse ter notado um alastramento desse festival depois que uma inspetora de ensino no interior de São Paulo, portanto uma senhora de nível intelectual mais elevado pouquinha coisa, ao saber que o filho tirara zero numa prova de matemática, embora sabendo tratar-se de um debilóide, não vacilou em apontar às autoridades o professor da criança como perigoso agente comunista.
A "redentora", entre outras coisas, incentivou a política do dedurismo (corruptela do dedo-durismo, isto é, a arte de apontar com o dedo um colega, um vizinho, o próximo enfim, como corrupto ou subversivo – alguns apontavam dois dedos duros, para ambas as coisas).
Nessa caça aos comunistas, quero mesmo aproveitar a deixa de Stanislaw, reconhecer que o Festival de Besteira que Assola o nosso País ainda continua moderno e apresentando das suas, comentando meu segundo artista no Toneleros, já com um trabalho bem mais reconhecido e a caminho de uma carreira profissional. Em 1968, com direção do renomado João das Neves, fui responsável por iluminar um espetáculo incrível, com o cantor Wilson Simonal e o trio Som Três, com Cesar Camargo Mariano no piano.
Mas em 1972, havia um mal estar no ar contra Simonal, pois se dizia à boca pequena que o cantor tinha dedurado e colaborado no sequestro de artistas conhecidos, que seriam comunistas, para os agentes do governo. Esse mal estar durou um tempo, mas eu não queria acreditar que fosse verdade, pois eu gostava muito do Simonal e tinha orgulho em ter sido o Santa Luzia (como ele me chamava, lá do palco, assim , temos alí em cima o Phydias, nome difícil, fica mais correto identificá-lo como o Santa Luzia...manda aquele magenta aqui no meio do palco, Phydias). Eu o iluminava com uma gelatina (filtro) importada pelo João das Neves diretamente da Broadway em New York, tremendo luxo. E ele cantava uma das músicas românticas do show, para delírio das meninas que sentavam na primeira fila.
Eu o encontrei, em meados dos anos 80, quando produtor de comerciais em São Paulo, jantando num restaurante italiano. Cumprimentei-o, lembramos do show e do Santa Luzia, notei alí um artista em decadência, carregando um peso, um carma que jamais casou com a sua personalidade brincalhona e de cantor com uma voz e entonação excepcionais.
Estupefato, acabo de ler na mídia eletrônica nacional que um processo da Ordem dos Advogados do Brasil instaurado em 2002, concluiu que eram descabidas as suspeitas de que o cantor Wilson Simonal, já falecido, era colaborador do regime militar. Segundo nota divulgada pela OAB, levantamento nos arquivos do extinto SNI atestaram que Simonal não era "dedo-duro", como o cantor chegou a ser acusado.
A Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) da Ordem dos Advogados do Brasil examinou documentos do antigo SNI, da Polícia Federal, recolheu depoimentos de pessoas que conviveram com Simonal e analisou material jornalístico do começo dos anos 70. Wilson Simonal foi acusado de participação em um seqüestro e de ter delatado aos órgãos repressores do governo militar uma série de pessoas ligadas ao meio musical. O cantor sempre negou ser um colaboracionista. Simonal completaria 67 anos de idade em 25 de fevereiro. O Festival de Besteira que assolou o País naquela década, tão bem caracterizada por Sergio Porto e seu heterônimo Stanislaw Ponte Preta, destruiu a carreira de um dos mais promissores artistas nacionais.
Espero que o espírito do grande Simonal agora possa descansar em paz. Ainda bem que o Simoninha está por aí dando sobrevida ao pai.

  O Espelho e o Vento A luz do entardecer entrava pela varanda, mas Raul preferia a luz fria do banheiro. Ali, diante do espelho, ele ensaia...