Brazilino ralou um tempão na América, trabalhando em todos os ofícios possíveis e impossíveis.
Finalmente, realizado com a casa própria, negócio de pintura funcionando e papel temporário no bolso, resolveu convidar a sogrinha para vir passear nos States. Com visto direitinho, conseguido no Consulado Americano. A véia nao conseguiria fazer a travessia da fronteira pelo México....”inda bem, comentou Marieleide. 10 mil dóla!!! Caro prá chuchu...”
-“Vamos na Disneyworld?” , perguntou a sogrinha jararaca. Brazilino ficou surpreso com a pergunta, tão direta, (“- Cumé que a véia sabe que existe Disneyworld? - Só pode ser a Grobo” , disse Marieliede)
Foi um sufoco, porque a velha veio sòzinha e ao passar na imigração de Miami deu zebra: “What’s is your address in the United States?” Hum? Veio o intérprete em Portunhol, pois o intérprete Brasileirol estava de off.
-“ La sinhora tiene que decir donde que va morar en Miami.”
- “Uai,vou morar com Brazilino, meu genro, que tá me esperando lá fora. Moço, nos vai na Disney!”
-“Ok, cuanto dinero lleva?”
-“50 real! Brazilino falô que a partí daqui tudo é por conta dele. Os 50 real é pro ônibus pra voltar pra Matosinhos.”
O alto-falante chamou “ Mr. Brazilino de Souza, Mr. Brazilino de Souza, por favor identificar-se ao oficial de imigração” . Tremedeira total. Pronto! Deportaram a véia. Mas a situação não era tãograve assim. Queriam ver o papel do Brazilino. Tudo em ordem, sairam do Aeroporto comemorando as 2 garrafas de cachaça que a jararaca trouxe da Fazenda e rindo do sufoco.
Agora, era pegar a estrada e ir direto para Orlando.
Durante todo o tempo da viagem, a sogra comentou somente uma coisa: sua dentadura nova. Que beleza, ela agora podia comer churrasco, batata frita, torresmo e arroz tropeiro sem problema. E mostrava a dentadura, rindo e chorando, agradecendo a Brazilino os 400 dólares que ele mandou, ESPECIALMENTE para ela pagar o prostético.
Marieleide também estava muito feliz com a visita da mãe e com a notícia que ela ia ser vó dentro de pouco tempo. “Que chique!,” disse a véia, “vou ser vó de um americano...Cuá...quando a turma de Matosinhos souberem....”
Foram pro hotel descansar. Ao acordar na manhã seguinte,Brazilino viu um copo com água do lado da cama, achou que Marieleide tinha deixado ali, bebeu a água toda rapidinho, sentindo um gostinho diferente no final, mas não ligou muito, pensou que a água do Hotel tinha mesmo um gostinho de limão brabo. Seguiram para a Disney, onde a véia fez questão de ir logo pra mais alta das mais altas das montanhas russas, tão excitada que estava na terra do Mickey.
Marieleide nao entrou na cadeirinha, estava meio enjoada por causa da gravidez. E tampouco os avisos permitiam que ela entrasse na Montanha Russa.
Subiram Brazilino e a jararaca. Quando o carrinho estava fazendo a subida da primeira rampa, a véia vira-se pra Brazilino e diz: “graçado, de manhã procurei o copo dágua da dentadura e não achei.” Brazilino engoliu seco, o carrinho subindo a rampa. Percebeu que tinha bebido a água errada. Embrulhou o estômago, a véia ria: “quem será que bebeu a agua?”, e começou a rir, “RA RA RA RA” , abrindo o bocão e mostrando a dentadura, meio entre tremendo e emocionada, NA VIRADA da rampa a véia estava com a boca tão aberta e a risada tão alta, que....a Dentadura caiu. Imagine uma cena em câmara lenta: do lado de fora do brinquedo, aquela dentadura novinha caindo por cima das pessoas e se esborrachando no chão, quebrando-se em mil pedaços. E Brazilino vomitando, vomitando, e gritando “PARA ESSA PORCARIA QUE EU QUERO DESCER!”
Em baixo,Marieleide nem imaginava o que estava acontecendo! Brazilino vomitava e a véia chorava. “ Minha dentadura nova” !
Ao descerem da experiência maravilhosa, os dois estavam arriados. A véia com a boca enterrada para dentro – como fica a boca de todo véio quando perde a dentadura - e Brazilino arrazado com o pessoal reclamando e tendo que ir se lavar de tanto banho de vômito. Em plena Disneyworld! E pensava: Vou matá essa jararaca e mandá o corpo todo picadinho de volta prá Matosinhos....
AZAR ou....Incompetência????
Brazilino é criação de Claudio Piereck (Miami)
Online since 2004, Brazilian Courier covers some interesting news for Brazilians connected to the World. The print edition of the weekly original circulated between 1991 and 1994 in Florida. Anyone can send their articles, photos, news, whatever. We'll publish according to our internal guidelines. Contributors: Tobias Cardoso, Bridgett Flamming, Ana Silva, Doc Marconi, Dudu Fonte Branca (New York)and Rosa Moschetta (Havana)
sábado, janeiro 29, 2005
domingo, janeiro 23, 2005
BRAZILINO PAGA MICO NA FESTINHA
Brazilino foi convidado para uma festinha de aniversãrio. Julião, que trabalha com ele na pintura e que vive dizendo palavrão quando acontece algum imprevisto, até mesmo quando a cor da tinta vem diferente no mixer automático do Home Depot, era o anfitrião: “Aniversário de minha mulher! Vamos comemorar!”
Pobre Julião, foi um sufoco a sua vida até aqui. Entrou pelo México três vezes, depois de ter sido deportado duas, evidente com nomes totalmente diferentes. Hoje já nem se lembra mais quando alguém o chama de Genésio. É Julião e pronto.
“Minha gata adorada vai fazer 25 anos e a festa vai ser no quintal lá da nossa casa, vai ter churrasco, salgadinho e muito doce, já encomendei tudo prá Dona Nelcy da Padaria”.
Brazilino então comprou até roupa nova no Salvation Army e tudo. Imaginou que na festinha ia ter umas meninas brasileiras, ficou todo animado para dançar um samba. Foi falar com o Paulinho, que mora no beco do Caneco alí em Everett e pediu um monte de Cd emprestado. Conseguiu discos do Rappa, Roupa Nova, Negritude Júnior, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Leandro e Leonardo, já se imaginando o DJ da festa.
Quando chegou na casa do Julião, Brazilino viu um CD player no canto e umas moças interessantes arrumando a mesa e pensou consigo mesmo:” É hoje que eu vou me dar bem. Santo Genésio, isto é Santo Julião. Faz mais de 8 meses que não vejo muié, agarrado na pintura e na limpeza.”
Comeu uma coxinha de galinha pensando nas coxas da idolatrada salve salve que estava à sua frente. Mas Genésio Julião não aparecia, diz que estava esperando a esposa chegar do cabeleireiro ali na esquina da 99, então ele se sentiu pouco à vontade. Mas prá quebrar o gêlo, falou com uma gordinha que ia passando. “Hi, speak Portuguese?” (só prá chamar a atenção e dizer que falava um pouquinho de ingrês!), a moça disse que sim e Brazilino então perguntou se podia usar o CD player para botar umas musiquinhas legais. “Claro que sim, irmão. Fique à vontade.”
Aquele irmão soou meio estranho. Êle logo se lembrou do pastor da Igreja Metodista lá de Capivarí e do próprio primo, que frequentava o templo da Assembléia de Deus de Macaé de Cima. Que isso, esse pessoal aqui num é crente não, pensou. Aquela muié alí num ia mostrar aquelas coxas e aqueis peitão se fosse crente. Tomou coragem e botou logo o disco do Martinho da Vila...é devagar, é devagar, é devagar devagarinho...
Quando de repente um senhor de terno se levantou e disse: “Irmãos, quem foi que colocou essa música do capeta aqui, em nome de Jesus, vamos retirar daqui essa maldição”.
Brazilino bem tinha notado a falta de bebida alcóolica na festa, mas ficou aguardando alguém chegar com um 24 pack de Budwiser, como ninguém chegasse ele tomou um pouco da garrafinha de vodka que vinha guardando no bolso do casaco há um tempão, mas aí minha gente não conto nada, quando o diácono sentiu cheiro de cachaça e escutou o Martinho no Cd player, começou a querer exorcizar o pobre do Brazilino.
“Irmão, vamos orar. A Bíblia diz que não devemos escutar essas veleidades que nos impõem pela televisão e jornais, devemos acreditar que Jesus veio para nos salvar e nos ajudar a nos livrar de nossos pecados” – enquanto o diácono estava orando de olhos fechados e com a mão direita no ombro de Brazilino, ele olhou pela penúltima vez para as pernas da moça que estava sentada e pensou: música prá pular brasileira não pode, mas coxa de fora pode....e lembrou também de um jornaleco semanal que fala de bíblia e religiao o tempo todo, mas na página do meio – bem no meio – mostra umas jovens maravilhosas em roupas de dormir, calcinhas, sutiãs, langerrí...sexo pode, mas música popular não pode. “Inda bem que eu não truxe o CD do Bob Marley....”
Não deu para entender nada, mas assim que o futuro pastor acabou a oração, Brazilino pediu desculpa para ir ao banheiro, guardou os Cds do Paulinho e se pirulitou tarde adentro, decidido a não se converter...pelo menos por enquanto, pelo menos até que ele se convença de que isso que aconteceu com êle e que podia ter acontecido com você, leitor, não passa de mais um....AZAR OU INCOMPETÊNCIA....?
Brazilino é criação de Claudio Piereck (Miami, Florida)
Pobre Julião, foi um sufoco a sua vida até aqui. Entrou pelo México três vezes, depois de ter sido deportado duas, evidente com nomes totalmente diferentes. Hoje já nem se lembra mais quando alguém o chama de Genésio. É Julião e pronto.
“Minha gata adorada vai fazer 25 anos e a festa vai ser no quintal lá da nossa casa, vai ter churrasco, salgadinho e muito doce, já encomendei tudo prá Dona Nelcy da Padaria”.
Brazilino então comprou até roupa nova no Salvation Army e tudo. Imaginou que na festinha ia ter umas meninas brasileiras, ficou todo animado para dançar um samba. Foi falar com o Paulinho, que mora no beco do Caneco alí em Everett e pediu um monte de Cd emprestado. Conseguiu discos do Rappa, Roupa Nova, Negritude Júnior, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Leandro e Leonardo, já se imaginando o DJ da festa.
Quando chegou na casa do Julião, Brazilino viu um CD player no canto e umas moças interessantes arrumando a mesa e pensou consigo mesmo:” É hoje que eu vou me dar bem. Santo Genésio, isto é Santo Julião. Faz mais de 8 meses que não vejo muié, agarrado na pintura e na limpeza.”
Comeu uma coxinha de galinha pensando nas coxas da idolatrada salve salve que estava à sua frente. Mas Genésio Julião não aparecia, diz que estava esperando a esposa chegar do cabeleireiro ali na esquina da 99, então ele se sentiu pouco à vontade. Mas prá quebrar o gêlo, falou com uma gordinha que ia passando. “Hi, speak Portuguese?” (só prá chamar a atenção e dizer que falava um pouquinho de ingrês!), a moça disse que sim e Brazilino então perguntou se podia usar o CD player para botar umas musiquinhas legais. “Claro que sim, irmão. Fique à vontade.”
Aquele irmão soou meio estranho. Êle logo se lembrou do pastor da Igreja Metodista lá de Capivarí e do próprio primo, que frequentava o templo da Assembléia de Deus de Macaé de Cima. Que isso, esse pessoal aqui num é crente não, pensou. Aquela muié alí num ia mostrar aquelas coxas e aqueis peitão se fosse crente. Tomou coragem e botou logo o disco do Martinho da Vila...é devagar, é devagar, é devagar devagarinho...
Quando de repente um senhor de terno se levantou e disse: “Irmãos, quem foi que colocou essa música do capeta aqui, em nome de Jesus, vamos retirar daqui essa maldição”.
Brazilino bem tinha notado a falta de bebida alcóolica na festa, mas ficou aguardando alguém chegar com um 24 pack de Budwiser, como ninguém chegasse ele tomou um pouco da garrafinha de vodka que vinha guardando no bolso do casaco há um tempão, mas aí minha gente não conto nada, quando o diácono sentiu cheiro de cachaça e escutou o Martinho no Cd player, começou a querer exorcizar o pobre do Brazilino.
“Irmão, vamos orar. A Bíblia diz que não devemos escutar essas veleidades que nos impõem pela televisão e jornais, devemos acreditar que Jesus veio para nos salvar e nos ajudar a nos livrar de nossos pecados” – enquanto o diácono estava orando de olhos fechados e com a mão direita no ombro de Brazilino, ele olhou pela penúltima vez para as pernas da moça que estava sentada e pensou: música prá pular brasileira não pode, mas coxa de fora pode....e lembrou também de um jornaleco semanal que fala de bíblia e religiao o tempo todo, mas na página do meio – bem no meio – mostra umas jovens maravilhosas em roupas de dormir, calcinhas, sutiãs, langerrí...sexo pode, mas música popular não pode. “Inda bem que eu não truxe o CD do Bob Marley....”
Não deu para entender nada, mas assim que o futuro pastor acabou a oração, Brazilino pediu desculpa para ir ao banheiro, guardou os Cds do Paulinho e se pirulitou tarde adentro, decidido a não se converter...pelo menos por enquanto, pelo menos até que ele se convença de que isso que aconteceu com êle e que podia ter acontecido com você, leitor, não passa de mais um....AZAR OU INCOMPETÊNCIA....?
Brazilino é criação de Claudio Piereck (Miami, Florida)
BRAZILINO DANÇA DE NOVO!
Brazilino dessa vez sofreu muita humilhação! Também pudera, não se informou direito, achou que lendo o Manual Mexicano ia logo se dar bem....
Afinal de contas, nós brazilinos sempre fomos azes da imaginação e do jeitinho. Sempre dá para resolver e quem não se comunica se trumbica, já dizia o Véio Guerreiro Chacrinha.
Mas guerreiro MUDERNO mesmo é o Brazilino que, como uma praga benigna infesta essas plagas da Nova Inglaterra, como um conquistador, atravessando desertos, rios, montanhas e enfrentando os helicópteros da Imigração. Guerreiro e conquistador, sentindo-se mesmo um herói, como em 1620, quando aqui nas águas de Cape Cod atracou o Mayflower trazendo os primeiros colonos da área. O colono de hoje é o Brazilino 2005 de Souza!
(O editor vai me dar uma bronca, melhor voltar pro artigo)
Para conquistar o tão esperado Sonho Americano (American Dream, como querem alguns...), Brazilino vem para cá quase sem-sem, isto é LESS, MuiéLess, Pennyless (sem grana) e DRIVERS LICENSE LESS.
O Brazilino aqui desta estorinha tinha descolado um seguro pro carro numa determinada agência, mas como todo mundo fazia seguro com a mesma mutreta armada pelo DIZ-pachante – diga-se de passagem, mutreta legal, já que ilegal aqui neste país é a própria homeland, que de terra e casa não entende nada – a Registry descobriu e mandou cancelar todos os seguros.
Brazilino, que não podia viver sem conduzir seu carrinho japonês 97 pelas obras, pinturas e cleaning noturno, descolou um amigo na Carolina que arrumou uma ID falsa prá êle e marcou a entrevista na DMV de lá.
Dirigiu bem devagarzinho, prá não chamar a atenção na estrada.
No estabelecimento, encontrou outros 5 brazilinos dependurados com o mesmo problema, conversando entre êles sobre o assunto, até que:
Entrou no salão um policial simpaticíssimo, rindo com todos e falando bom português (de Portugal) e perguntou:
-“Algum dos senhores está cá com a carteira ID falsa prá tirar uma de conduzir”?
Os 6 se levantaram e disseram: “ é nóis aqui, ó!”
- “Acompanhem-me, por favor...”
- “E pra onde é que nós tá ino agora?”
- “Pra Delegacia de Polícia!!”
Agora, pergunto eu a você: Isso é Azar....ou Incompetência?
By Phydias Barbosa
Brazilino é criação de Claudio Piereck (Miami, FL)
Afinal de contas, nós brazilinos sempre fomos azes da imaginação e do jeitinho. Sempre dá para resolver e quem não se comunica se trumbica, já dizia o Véio Guerreiro Chacrinha.
Mas guerreiro MUDERNO mesmo é o Brazilino que, como uma praga benigna infesta essas plagas da Nova Inglaterra, como um conquistador, atravessando desertos, rios, montanhas e enfrentando os helicópteros da Imigração. Guerreiro e conquistador, sentindo-se mesmo um herói, como em 1620, quando aqui nas águas de Cape Cod atracou o Mayflower trazendo os primeiros colonos da área. O colono de hoje é o Brazilino 2005 de Souza!
(O editor vai me dar uma bronca, melhor voltar pro artigo)
Para conquistar o tão esperado Sonho Americano (American Dream, como querem alguns...), Brazilino vem para cá quase sem-sem, isto é LESS, MuiéLess, Pennyless (sem grana) e DRIVERS LICENSE LESS.
O Brazilino aqui desta estorinha tinha descolado um seguro pro carro numa determinada agência, mas como todo mundo fazia seguro com a mesma mutreta armada pelo DIZ-pachante – diga-se de passagem, mutreta legal, já que ilegal aqui neste país é a própria homeland, que de terra e casa não entende nada – a Registry descobriu e mandou cancelar todos os seguros.
Brazilino, que não podia viver sem conduzir seu carrinho japonês 97 pelas obras, pinturas e cleaning noturno, descolou um amigo na Carolina que arrumou uma ID falsa prá êle e marcou a entrevista na DMV de lá.
Dirigiu bem devagarzinho, prá não chamar a atenção na estrada.
No estabelecimento, encontrou outros 5 brazilinos dependurados com o mesmo problema, conversando entre êles sobre o assunto, até que:
Entrou no salão um policial simpaticíssimo, rindo com todos e falando bom português (de Portugal) e perguntou:
-“Algum dos senhores está cá com a carteira ID falsa prá tirar uma de conduzir”?
Os 6 se levantaram e disseram: “ é nóis aqui, ó!”
- “Acompanhem-me, por favor...”
- “E pra onde é que nós tá ino agora?”
- “Pra Delegacia de Polícia!!”
Agora, pergunto eu a você: Isso é Azar....ou Incompetência?
By Phydias Barbosa
Brazilino é criação de Claudio Piereck (Miami, FL)
domingo, outubro 31, 2004
O VISTO
BRAZILINO em...
O VISTO!!! By Phydias Barbosa
BRAZILINO (Milagre!) veio para a América com um visto bonzinho, daqueles tirados no Consulado, sem mutreta nenhuma. Deu um trabalho desgraçado, mas o despachante parece que fez um serviço legal. Descolou os nada-consta, comprovante de renda, carta da firma onde Brazilino “trabalhava”, carteira de trabalho com registro de emprego, tudo na mais perfeita ordem. Nossa, que comemoração, em Capivari parecia dia de jogo do Brasil. Todo mundo queria ver o visto de verdade!
-“ Que legal, Brazilino vai pros States trabalhar e mandá dóla pá nós”, diziam os pais, já velhinhos, mas ainda sem a casa própria. E a cerveja com churrasco rolou uns 3 dias.
Um primo do Brazilino, o Ederaldo, já estava em Danbury faturando uma nota na obra e na pintura, ofício que Brazilino dominava numa boa. Aprontou tudo para a longa viagem até Connecticut, afinal planejava descolar no mínimo uns 50 mil dólares, para terminar a casinha dos pais e começar a sua própria, para o desejado casamento com a Firmina de Bonsucesso. E ainda ter algum no bolso para abrir uma lojinha de buginganga na roça.
Telefonou pro primo contando a novidade, “ primo, tô com visto e tudo! Beleza! Chego dia 10 em Noviórqui”.
Gente, sem onda, a Imigra olhou o passaporte com visto e tudo, e ele que não era bobo nem nada e tinha aprendido umas frases com a prima Adelina, tacou o inglês pros homi ver: “I am from Brazil! I am a Tourist!” Very good, disseram, You can go. Ele entendeu quengo, mas tudo bem, afinal estava livre e com a Van do Almeida esperando do lado de fora para levá-lo até Danbury. “ Felicidade, estou na América do Norte!!”
Trabalhou quase dois anos perto de Bristol, com umas 12 reformas e mais umas 45 casas pintadas. Toda semana, aquela festa em Capivari. “É dóla do Brazilino!”
Construiram a casinha dos pais, levantaram uma meia água num sítio bacana, que a Firmina já tava de olho há muito tempo, mas bateu um cansaço durante o segundo inverno. “Já estou com uma grana no bolso, pezinho de meia começado”..., resolveu voltar prá trás. O primo estranhou: “Brazilino, agora que tu conseguiu uma grana legal, com tudo indo às mil maravilhas, fica mais um ano, cara.” Não dava! A saudade de Firmina era muito grande. Sem mulher há quase dois anos, só no sonho e na imaginação, não deu mais. Inda mais observando as mulheres elegantes que moravam nas belas casas que ele reformava ou construia, “pera lá tenho que me mandar, não dá prá viver sem secho”.
Levantou mais 5 mil num acabamento, que durou quase três meses que pareceram 3 anos e se mandou.
Outra festa em Capivari, Brazilino com dolares no bolso pagou todas para muitos amigos, acabou de construir a própria casa mas ficou olhando prá Firmina. “My God” , disse ele, “que infelicidade, tanta muié bunita na América e eu voltei aqui prá casá com essa baranga”.
Teve uma idéia, “gente”, disse, “ainda estou com um visto bom. Vou voltar para a América, o objetivo agora é outro, construir um campinho de futebol soçaite, uma piscina, depois vendo tudo, faturo uma grana, compro um apêzinho e vou morar em Ipatinga, gostei de cidade grande, viu”.
Voltou! Achando que tudo ainda eram flores, que bom, sonhou com o mesmo officer da Immigration carimbando seu passaporte. Mas, dessa vez, o pessoal não foi tão simpático. Deu salinha de segunda busca, perguntaram (tudo em inglês, claro!!) quanto tempo o senhor ficou aqui, “6 meses” disse Brazilino, mas os officers logo viram que era mentira, “e o que que o senhor ficou fazendo aqui,” essa foi difícil de entender, mas falou, “I am a tourist, vim passear”. Demorou mais uns 50 minutos, até que veio um senhor muito educado falando espanhol e disse,”mi señor, venga conmigo”. Levou Brazilino para outro salão, aonde haviam outros Brazilinos aguardando alguma coisa, sem saberem direito o que ia acontecer. Resultado, deportação! “Mas porquê, perguntou pro coroa hispano, porquê, meu visto é bom, vim passea”..” -Si, señor, pero no se pasea solamente con 38 dolares no bolso. Os officers disseram, o senhor já passeou bastante nos States. Hora de voltar pro Brasil”!
AZAR. OU....INCOMPETÊNCIA?
Brazilino é criação de Claudio Piereck.
Escrito por Phydias Barbosa
O VISTO!!! By Phydias Barbosa
BRAZILINO (Milagre!) veio para a América com um visto bonzinho, daqueles tirados no Consulado, sem mutreta nenhuma. Deu um trabalho desgraçado, mas o despachante parece que fez um serviço legal. Descolou os nada-consta, comprovante de renda, carta da firma onde Brazilino “trabalhava”, carteira de trabalho com registro de emprego, tudo na mais perfeita ordem. Nossa, que comemoração, em Capivari parecia dia de jogo do Brasil. Todo mundo queria ver o visto de verdade!
-“ Que legal, Brazilino vai pros States trabalhar e mandá dóla pá nós”, diziam os pais, já velhinhos, mas ainda sem a casa própria. E a cerveja com churrasco rolou uns 3 dias.
Um primo do Brazilino, o Ederaldo, já estava em Danbury faturando uma nota na obra e na pintura, ofício que Brazilino dominava numa boa. Aprontou tudo para a longa viagem até Connecticut, afinal planejava descolar no mínimo uns 50 mil dólares, para terminar a casinha dos pais e começar a sua própria, para o desejado casamento com a Firmina de Bonsucesso. E ainda ter algum no bolso para abrir uma lojinha de buginganga na roça.
Telefonou pro primo contando a novidade, “ primo, tô com visto e tudo! Beleza! Chego dia 10 em Noviórqui”.
Gente, sem onda, a Imigra olhou o passaporte com visto e tudo, e ele que não era bobo nem nada e tinha aprendido umas frases com a prima Adelina, tacou o inglês pros homi ver: “I am from Brazil! I am a Tourist!” Very good, disseram, You can go. Ele entendeu quengo, mas tudo bem, afinal estava livre e com a Van do Almeida esperando do lado de fora para levá-lo até Danbury. “ Felicidade, estou na América do Norte!!”
Trabalhou quase dois anos perto de Bristol, com umas 12 reformas e mais umas 45 casas pintadas. Toda semana, aquela festa em Capivari. “É dóla do Brazilino!”
Construiram a casinha dos pais, levantaram uma meia água num sítio bacana, que a Firmina já tava de olho há muito tempo, mas bateu um cansaço durante o segundo inverno. “Já estou com uma grana no bolso, pezinho de meia começado”..., resolveu voltar prá trás. O primo estranhou: “Brazilino, agora que tu conseguiu uma grana legal, com tudo indo às mil maravilhas, fica mais um ano, cara.” Não dava! A saudade de Firmina era muito grande. Sem mulher há quase dois anos, só no sonho e na imaginação, não deu mais. Inda mais observando as mulheres elegantes que moravam nas belas casas que ele reformava ou construia, “pera lá tenho que me mandar, não dá prá viver sem secho”.
Levantou mais 5 mil num acabamento, que durou quase três meses que pareceram 3 anos e se mandou.
Outra festa em Capivari, Brazilino com dolares no bolso pagou todas para muitos amigos, acabou de construir a própria casa mas ficou olhando prá Firmina. “My God” , disse ele, “que infelicidade, tanta muié bunita na América e eu voltei aqui prá casá com essa baranga”.
Teve uma idéia, “gente”, disse, “ainda estou com um visto bom. Vou voltar para a América, o objetivo agora é outro, construir um campinho de futebol soçaite, uma piscina, depois vendo tudo, faturo uma grana, compro um apêzinho e vou morar em Ipatinga, gostei de cidade grande, viu”.
Voltou! Achando que tudo ainda eram flores, que bom, sonhou com o mesmo officer da Immigration carimbando seu passaporte. Mas, dessa vez, o pessoal não foi tão simpático. Deu salinha de segunda busca, perguntaram (tudo em inglês, claro!!) quanto tempo o senhor ficou aqui, “6 meses” disse Brazilino, mas os officers logo viram que era mentira, “e o que que o senhor ficou fazendo aqui,” essa foi difícil de entender, mas falou, “I am a tourist, vim passear”. Demorou mais uns 50 minutos, até que veio um senhor muito educado falando espanhol e disse,”mi señor, venga conmigo”. Levou Brazilino para outro salão, aonde haviam outros Brazilinos aguardando alguma coisa, sem saberem direito o que ia acontecer. Resultado, deportação! “Mas porquê, perguntou pro coroa hispano, porquê, meu visto é bom, vim passea”..” -Si, señor, pero no se pasea solamente con 38 dolares no bolso. Os officers disseram, o senhor já passeou bastante nos States. Hora de voltar pro Brasil”!
AZAR. OU....INCOMPETÊNCIA?
Brazilino é criação de Claudio Piereck.
Escrito por Phydias Barbosa
segunda-feira, outubro 11, 2004
NETWORKING E O RELEASE DO PANTA
NETWORKING: point of inspiration ; Tento lembrar sempre da sugestão do grande líder do marketing americano, Jim Rhom - Networking is everything. Essa frase nunca tinha me caído completamente, mas agora, depois de 23 anos andando prá e prá lá aqui nesse país, pude perceber o ditado. Se você se relaciona com o mundo em volta, se conhece pessoas e mantém um diálogo semanal com amigos e conhecidos que vai fazendo, você estará sempre deixando uma porta aberta para o conhecimento e o enriquecimento da sua vida cultural. E pode ganhar muito dinheiro com isso!
FOR IMMEDIATE RELEASE
Phydias Barbosa
APRESENTA
LUIS PANTA, músico e compositor gaúcho.
Quem é Panta?
Ele está na estrada há muitos anos. A família mudou-se de sua cidade natal, Porto Alegre, em 1969, fazendo uma trajetória incrível. Ainda menino, morou na Paraíba, de lá para a Inglaterra, onde estudou música em Birmingham. Em casa, ouvia música clássica e pops como Beatles e Rolling Stones, influenciado pelo pai.
Por um curto período, voltou a João Pessoa, mas sentindo-se estrangeira em terra brasileira, a família resolveu estabelecer-se de volta em Porto Alegre. Tudo isso, entre 1969 e 1978, Luiz Panta com nove anos de vida e uma experiência incomparável!
Começou a tocar violão em festinhas particulares e aos 13 anos, comprou sua primeira guitarra, uma Giannini Les Paul.
Em 1988, deixou o Brasil de novo. Dessa vez, sòzinho. Foi para Madrid, Paris e Londres, lavando pratos, trabalhando de garçon, tocando Lambada e Axé para sobreviver.
Chegou aos Estados Unidos via Nova York em fins de 1989. Trabalhou em obras, construção, foi auxiliar de padeiro, mas sempre com seu instrumento debaixo de braço, buscando uma chance um lugar ao sol. Estabeleceu-se em New Jersey.
Passou a tocar seu violão acompanhando uma cantora brasileira em Nova York, o repertório era sempre Bossa Nova e Som brasileiro. Trabalhou em night clubs e conheceu Dominick Minots, com quem foi morar como room-mate.
Momento de Crescimento Profissional
Luiz Panta, foi então, convidado para morar, tocar e cantar em Milwakee, Wisconsin, perto de um dos famosos grandes lagos americanos, o Michigam, próximo da cena musical de Chicago. Estudou Jazz Guitar no Conservatório de Música local.
Colocou um anúncio no jornal e conseguiu várias gigs com uma banda de Rap local e completou um curso técnico de Gravação Digital usando computadores, que o iria ajudar em futuro bem próximo.
De volta a Portinho, tocou com vários músicos e intérpretes locais, fazendo apresentações também no Teatro São Pedro, quando recebeu o convite para ingressar na banda Sargent Pepppers.
Logo veio a oportunidade de gravar seu primeiro CD, Comfortable Soul, produzido em Londres com a ajuda do amigo Dominick Minots. Usou computadores, grooves eletrônicos e uma guitarra Ibanez, estilo George Benson, comprada usada em Amsterdam.
O CD foi lançado em Porto Alegre em 1999, com a banda Mr. One, celebrando com ritmos pops a fé das danças de pista. “Let’s groove, let’s dance, let’s romance” é o lema deste seu primeiro disco. Durante os próximos 3 anos, participou intensamente da vida noturna gaúcha, tendo ganho o primeiro prêmio no Festival de Música Moenda da Canção, em Santo Antonio da Patrulha.
Panta mora atualmente em Porto Alegre, aonde abriu um Pub, o Abbey Road, atuando como diretor musical. Em 2003, foi considerado pela Revista Veja “a melhor casa de música ao vivo” de Portinho.
Em 2002, produziu o seu segundo CD, Uma Pequena Porção de Vida, junto com o baixista Zé Natálio, da banda Papas da Língua, mixado no estúdio Bebop em São Paulo e masterizado por Dominick Minots em Boston.
Uma Pequena Porção de Vida
Este segundo CD foi lançado em fins de 2003, reproduzindo tanto na capa quando nas letras e músicas as histórias vividas desde a sua infância na Paraíba, Inglaterra, Estados Unidos, Porto Alegre, etc.
Um mix de influências formatam o tema do disco com a cultural musical de Panta, que teve início aos 8 anos de idade na escola primária da cidade de Birmingham, Inglaterra.
O CD contém baladas, rock, bossa nova, contos, violas, guitarras e grooves. Revelando a intensidade dos pequenos pedaços da vida de Panta e das vidas de cada um de nós.
Em O Ogro, uma balada, fala da ilusão que se confunde com a paixão. Em Platão, outra balada, manda recado às quatro horas da manhã.
Com Te Quero Bem, rock n roll manso, pede a um amor oculto que ilumine a sua estrada, querendo bem que você seja feliz.... Na faixa Quando Entardecer, lembra Lulu Santos, “o telefone tocando, entrei num site pirado, meu dia virou a esquina, te convidando prum lance”... Em Quando Entardecer, revive o estilo oitentão do Fleetwood Mac, principalmente no vocal e no refrão. Quando Panta canta Eu Insisto num Beijo, as adolescentes aqui da casa caem em murmúrios e ham hams. Perdido em duas dimensões, canta o belo All I Want em inglês, dizendo que All I want is to be with you, tell me what do you see...
Você ainda vai gostar muito de escutar e acompanhar o Panta em Pensa Bem (Você tem que acordar...e levar a sua vida) , em Suzie (Ela só quer amor), Panta me dá a sensação de reviver os Mutantes. Em Venha Já ( Alfabeto com sabor de mordomia) e Por Você (Todos nós que choramos baixinho, rezamos sozinho com medo da ilusão), continua no rock balada, bem gostoso de ouvir e que tem tudo para agradar o leitor ávido por coisa nova e que conseguiu ler até aqui a ser um pouco mais feliz na América.
Agora é só ouvir o CD e se deliciar, como este locutor que vos fala. Para adquirir um cópia, tanto do Groovão COMFORTABLE SOUL (1999) e do eclético Uma Pequena Porção de Vida (2003), entre em contato com Dominick Minots, através do telefone (617)
Você também pode acessar a home page: www.luizpanta.com.br .
Phydias Barbosa
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FOR IMMEDIATE RELEASE
Phydias Barbosa
APRESENTA
LUIS PANTA, músico e compositor gaúcho.
Quem é Panta?
Ele está na estrada há muitos anos. A família mudou-se de sua cidade natal, Porto Alegre, em 1969, fazendo uma trajetória incrível. Ainda menino, morou na Paraíba, de lá para a Inglaterra, onde estudou música em Birmingham. Em casa, ouvia música clássica e pops como Beatles e Rolling Stones, influenciado pelo pai.
Por um curto período, voltou a João Pessoa, mas sentindo-se estrangeira em terra brasileira, a família resolveu estabelecer-se de volta em Porto Alegre. Tudo isso, entre 1969 e 1978, Luiz Panta com nove anos de vida e uma experiência incomparável!
Começou a tocar violão em festinhas particulares e aos 13 anos, comprou sua primeira guitarra, uma Giannini Les Paul.
Em 1988, deixou o Brasil de novo. Dessa vez, sòzinho. Foi para Madrid, Paris e Londres, lavando pratos, trabalhando de garçon, tocando Lambada e Axé para sobreviver.
Chegou aos Estados Unidos via Nova York em fins de 1989. Trabalhou em obras, construção, foi auxiliar de padeiro, mas sempre com seu instrumento debaixo de braço, buscando uma chance um lugar ao sol. Estabeleceu-se em New Jersey.
Passou a tocar seu violão acompanhando uma cantora brasileira em Nova York, o repertório era sempre Bossa Nova e Som brasileiro. Trabalhou em night clubs e conheceu Dominick Minots, com quem foi morar como room-mate.
Momento de Crescimento Profissional
Luiz Panta, foi então, convidado para morar, tocar e cantar em Milwakee, Wisconsin, perto de um dos famosos grandes lagos americanos, o Michigam, próximo da cena musical de Chicago. Estudou Jazz Guitar no Conservatório de Música local.
Colocou um anúncio no jornal e conseguiu várias gigs com uma banda de Rap local e completou um curso técnico de Gravação Digital usando computadores, que o iria ajudar em futuro bem próximo.
De volta a Portinho, tocou com vários músicos e intérpretes locais, fazendo apresentações também no Teatro São Pedro, quando recebeu o convite para ingressar na banda Sargent Pepppers.
Logo veio a oportunidade de gravar seu primeiro CD, Comfortable Soul, produzido em Londres com a ajuda do amigo Dominick Minots. Usou computadores, grooves eletrônicos e uma guitarra Ibanez, estilo George Benson, comprada usada em Amsterdam.
O CD foi lançado em Porto Alegre em 1999, com a banda Mr. One, celebrando com ritmos pops a fé das danças de pista. “Let’s groove, let’s dance, let’s romance” é o lema deste seu primeiro disco. Durante os próximos 3 anos, participou intensamente da vida noturna gaúcha, tendo ganho o primeiro prêmio no Festival de Música Moenda da Canção, em Santo Antonio da Patrulha.
Panta mora atualmente em Porto Alegre, aonde abriu um Pub, o Abbey Road, atuando como diretor musical. Em 2003, foi considerado pela Revista Veja “a melhor casa de música ao vivo” de Portinho.
Em 2002, produziu o seu segundo CD, Uma Pequena Porção de Vida, junto com o baixista Zé Natálio, da banda Papas da Língua, mixado no estúdio Bebop em São Paulo e masterizado por Dominick Minots em Boston.
Uma Pequena Porção de Vida
Este segundo CD foi lançado em fins de 2003, reproduzindo tanto na capa quando nas letras e músicas as histórias vividas desde a sua infância na Paraíba, Inglaterra, Estados Unidos, Porto Alegre, etc.
Um mix de influências formatam o tema do disco com a cultural musical de Panta, que teve início aos 8 anos de idade na escola primária da cidade de Birmingham, Inglaterra.
O CD contém baladas, rock, bossa nova, contos, violas, guitarras e grooves. Revelando a intensidade dos pequenos pedaços da vida de Panta e das vidas de cada um de nós.
Em O Ogro, uma balada, fala da ilusão que se confunde com a paixão. Em Platão, outra balada, manda recado às quatro horas da manhã.
Com Te Quero Bem, rock n roll manso, pede a um amor oculto que ilumine a sua estrada, querendo bem que você seja feliz.... Na faixa Quando Entardecer, lembra Lulu Santos, “o telefone tocando, entrei num site pirado, meu dia virou a esquina, te convidando prum lance”... Em Quando Entardecer, revive o estilo oitentão do Fleetwood Mac, principalmente no vocal e no refrão. Quando Panta canta Eu Insisto num Beijo, as adolescentes aqui da casa caem em murmúrios e ham hams. Perdido em duas dimensões, canta o belo All I Want em inglês, dizendo que All I want is to be with you, tell me what do you see...
Você ainda vai gostar muito de escutar e acompanhar o Panta em Pensa Bem (Você tem que acordar...e levar a sua vida) , em Suzie (Ela só quer amor), Panta me dá a sensação de reviver os Mutantes. Em Venha Já ( Alfabeto com sabor de mordomia) e Por Você (Todos nós que choramos baixinho, rezamos sozinho com medo da ilusão), continua no rock balada, bem gostoso de ouvir e que tem tudo para agradar o leitor ávido por coisa nova e que conseguiu ler até aqui a ser um pouco mais feliz na América.
Agora é só ouvir o CD e se deliciar, como este locutor que vos fala. Para adquirir um cópia, tanto do Groovão COMFORTABLE SOUL (1999) e do eclético Uma Pequena Porção de Vida (2003), entre em contato com Dominick Minots, através do telefone (617)
Você também pode acessar a home page: www.luizpanta.com.br .
Phydias Barbosa
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LEVEI RAY CHARLES NO MEU TÁXI (2)
ou...THE SONG....
Quando era motorista de táxi em Los Angeles, de fato tive a sorte de conduzir Ray Charles, do Aeroporto LAX até seu Estúdio em West Los Angeles.
Fui motorista de táxi de Março a Julho de 1990 ! Coisas do destino de um “cineasta rebelde”, como diria Alcione Franco. Tentei levar uma conversa legal com o cantor, mas ele não me deu muita atenção, pois estava ocupado em dar uma bronca no seu manager, “Where is the fucking limousine? A cab? A Brazilian driver? Get out of here!”
Nessa época, os trabalhos de produção deram uma parada e eu me ví no meio de um monte de contas a pagar, Nicholas com 8 anos, em escola particular! Los Angeles é uma cidade cara, afinal para viver em Hollywood não é suficiente ter cancha, saber falar inglês e ganhar uns trocados. É necessário buscar mais grana o tempo todo. Um sufoco! Tive que correr atrás de uma oportunidade que me trouxesse uns 3 mil dólares por mês e o L.A. TAXI foi a salvação.
Passageiros ilustres? Só um: Ray Charles.
Sexta feira passada, 11 de Junho, Ray Charles morreu! O mundo inteiro já sabe, mas tem duas pessoas de Macaé que marcaram uma época Ray Charles na minha vida, por isso mando uma cronaca familiare, aí pra Santa Terrinha - (com licença, Tonito).
Vale aqui uma introdução: Levei Ray Charles no meu Táxi, a crônica 1, foi publicada no jornal Folha Macaense (Martinho Santafé, Romulo Campos, lembram?) lá pela época em que conduzí o próprio em meu táxi, o 1472, pelas ruas de Los Angeles. Esta “segunda parte” é uma sequela, porém sem o mesmo apelo. Afinal, Ray Charles morreu!
Por isso, sei que Dalvinha e Ricardo Meirelles estão, pelo menos nestes dias após a morte do grande cantor cego, lembrando-se de mim! E como não sabem onde ando, faço desse periódico meu veículo. Também, penso comigo mesmo, mas resolvo arriscar: será que se lembraram mesmo? E se for só fantasia minha? It doesn’t matter…
Dalvinha, (Edalva Nunes Barreto, na época) a primeira da lista: Em 1959, ela me pedia para cantar “I Can’t Stop Loving You” no palco da Primeira Igreja Batista de Macaé. E pedia bis!! Que coisa, eu era cantor e não sabia. Dalvinha me aplaudia! Eu tinha 11 anos! Imitando Ray Charles….
Meu vício pelo cinema levou-me a conhecer Ricardo Meirelles, dentro do Cine Taboada, por volta de 1960. De “Charlitos”: Vimos um anúncio de um filme com Carlitos e êle (Ricardo) dobrou a língua e sem querer leu Charlitos, daí esses apelidos “charles”, “charlitos”, que nos ligava à música e ao cinema o acompanhou por longo tempo: pergunte a Lincoln Gil, Eisaburo Mori, José Peixoto, Lia Meirelles, Priscila, Moadir Vitorino e a outros que já estão no céu, como Drauzo, Euzébio e Toscano. Se não me acreditar ou se os “vivos” não confirmarem e isto será por pura falta de memória, os que “lá” estão, confirmarão.
Mas o que tem a ver Ricardo com Ray Charles? Ora, eu também cantava Stella by Starlight, no quintal dos Vieira, imitando Ray Charles quase sem sotaque e tentando reviver aquela voz rouca do crooner americano que tanto me impressionava. A letra da música começa assim “The song….”.
Uma vez, em São Pedro d’Aldeia, de férias na casa dos tios do Meirelles, tínhamos acabado de acordar, Ricardo levantou-se e foi pelo corredor da casa cantando Stella by Starlight para a empregada, que ao vê-lo nú, saiu correndo. Nunca mais me esquecí da música, vendo o Meirelles pelos corredores, balançando o pinto e cantando: “The song…”
Na sexta feira, foi-se um ídolo mundial. Infelizmente, dividiu as manchetes do dia com o enterro do Ronald Reagan. Mas, certamente, para milhões de fãs, foi a nota mais triste da semana. Ajuda a me manter vivo, com o exercício da mente em forma, sem esquecer os detalhes de algumas aventuras infantis.
Phydias Barbosa.
Quando era motorista de táxi em Los Angeles, de fato tive a sorte de conduzir Ray Charles, do Aeroporto LAX até seu Estúdio em West Los Angeles.
Fui motorista de táxi de Março a Julho de 1990 ! Coisas do destino de um “cineasta rebelde”, como diria Alcione Franco. Tentei levar uma conversa legal com o cantor, mas ele não me deu muita atenção, pois estava ocupado em dar uma bronca no seu manager, “Where is the fucking limousine? A cab? A Brazilian driver? Get out of here!”
Nessa época, os trabalhos de produção deram uma parada e eu me ví no meio de um monte de contas a pagar, Nicholas com 8 anos, em escola particular! Los Angeles é uma cidade cara, afinal para viver em Hollywood não é suficiente ter cancha, saber falar inglês e ganhar uns trocados. É necessário buscar mais grana o tempo todo. Um sufoco! Tive que correr atrás de uma oportunidade que me trouxesse uns 3 mil dólares por mês e o L.A. TAXI foi a salvação.
Passageiros ilustres? Só um: Ray Charles.
Sexta feira passada, 11 de Junho, Ray Charles morreu! O mundo inteiro já sabe, mas tem duas pessoas de Macaé que marcaram uma época Ray Charles na minha vida, por isso mando uma cronaca familiare, aí pra Santa Terrinha - (com licença, Tonito).
Vale aqui uma introdução: Levei Ray Charles no meu Táxi, a crônica 1, foi publicada no jornal Folha Macaense (Martinho Santafé, Romulo Campos, lembram?) lá pela época em que conduzí o próprio em meu táxi, o 1472, pelas ruas de Los Angeles. Esta “segunda parte” é uma sequela, porém sem o mesmo apelo. Afinal, Ray Charles morreu!
Por isso, sei que Dalvinha e Ricardo Meirelles estão, pelo menos nestes dias após a morte do grande cantor cego, lembrando-se de mim! E como não sabem onde ando, faço desse periódico meu veículo. Também, penso comigo mesmo, mas resolvo arriscar: será que se lembraram mesmo? E se for só fantasia minha? It doesn’t matter…
Dalvinha, (Edalva Nunes Barreto, na época) a primeira da lista: Em 1959, ela me pedia para cantar “I Can’t Stop Loving You” no palco da Primeira Igreja Batista de Macaé. E pedia bis!! Que coisa, eu era cantor e não sabia. Dalvinha me aplaudia! Eu tinha 11 anos! Imitando Ray Charles….
Meu vício pelo cinema levou-me a conhecer Ricardo Meirelles, dentro do Cine Taboada, por volta de 1960. De “Charlitos”: Vimos um anúncio de um filme com Carlitos e êle (Ricardo) dobrou a língua e sem querer leu Charlitos, daí esses apelidos “charles”, “charlitos”, que nos ligava à música e ao cinema o acompanhou por longo tempo: pergunte a Lincoln Gil, Eisaburo Mori, José Peixoto, Lia Meirelles, Priscila, Moadir Vitorino e a outros que já estão no céu, como Drauzo, Euzébio e Toscano. Se não me acreditar ou se os “vivos” não confirmarem e isto será por pura falta de memória, os que “lá” estão, confirmarão.
Mas o que tem a ver Ricardo com Ray Charles? Ora, eu também cantava Stella by Starlight, no quintal dos Vieira, imitando Ray Charles quase sem sotaque e tentando reviver aquela voz rouca do crooner americano que tanto me impressionava. A letra da música começa assim “The song….”.
Uma vez, em São Pedro d’Aldeia, de férias na casa dos tios do Meirelles, tínhamos acabado de acordar, Ricardo levantou-se e foi pelo corredor da casa cantando Stella by Starlight para a empregada, que ao vê-lo nú, saiu correndo. Nunca mais me esquecí da música, vendo o Meirelles pelos corredores, balançando o pinto e cantando: “The song…”
Na sexta feira, foi-se um ídolo mundial. Infelizmente, dividiu as manchetes do dia com o enterro do Ronald Reagan. Mas, certamente, para milhões de fãs, foi a nota mais triste da semana. Ajuda a me manter vivo, com o exercício da mente em forma, sem esquecer os detalhes de algumas aventuras infantis.
Phydias Barbosa.
domingo, setembro 19, 2004
O CASO DOS CARRAPATOS
Brazilino dessa vez teve que contar com um detetive para resolver o seu problema.
Mesmo assim, porque ele sentiu tudo acontecer na sua própria pele. E demorou um tempão para aprender que bedbug é um bichinho que circula pelas camas, colchões, sofás, futtons da maioria das famílias que mora na região de Allston e Brighton.
Tudo começou quando Brazilino teve que sair de East Boston correndo porque a imigração estava prá bater na casa; um dos honoráveis indivíduos que compartilhava da moradia estava sendo procurado e como ali ninguém tinha papel...muda todo mundo, “cada um prum canto e de preferência arruma logo uma maneira de ir mudando de nome, de carro e de carteira internacional.”.
Uma coisa relativamente fácil de se fazer em New England, o importante é ter os contatos. Um negócio não muito honesto, mas não deixa de ser uma resposta dos indocumentados à burrocracia emperrada americana. E ajudado por americanos que se enriquecem com isso, claro, às custas do próprio imigrante, melhor mesmo é participar dessa roda viva extra oficial e tentuplicar o salário do Brasil.
Afinal, o ilegal dos ilegais é não documentar. Não dá prá documentar porque o processo e o capitalismo desenfreado não deixam e o Brazilino nesse caso tem que se virar, descola então um nome falso. E vive tranquilamente com esse outro nome.
Outro dia, um conhecido de um amigo meu que trabalha num Star Market afirmou que seu amigo, que em Criciúma se chamava Genésio, já estava tão acostumado com o novo nome, que nem deu bola quando a própria tia passou de carro e o reconheceu na rua e gritava Genésio, Genésio e êle nem com êle! Achava que era com o hispaninho que caminhava ao lado em direção ao T.
O problema é que Brazilino teve que se mudar para Allston, junto com mais 4 ou 5 que estavam chegando também e a data era perfeita, um montão de gente também se mudando de um lado para outro, a estudantada toda se movimentando, um monte de caminhão de mudança pela rua e, claro, um montão de LIXO.
Você já achou alguma coisa no lixo, levou prá casa? Então, todo mundo acha, não é mesmo? Brazilino também! Achou um sofá cama lindo, de três lugares, confortável, beleza para assistir a Globo Internacional.
Com a ajuda de dois companheiros, foram carregando o sofá pela rua, da Commonwealth Court até a Kelton, pertinho da Allston Street.
Subiram com o sofá pelas escadas, meio aos trancos e barrancos, fazendo um barulhão e chamando a atenção dos vizinhos no andar de cima.
Brazilino tinha finalmente descolado o seu canto na casa, botou o sofá perto da janela, de frente para a Tevê e ali se instalou, sem saber que o perigo rondava.
Alguns dias depois, começou a se coçar! Se coçava todo, não podia imaginar o que era! Foi na farmácia, fez mímica, o rapaz da CVS mostrou um creme, passou o creme, aliviou um pouco, mas o efeito foi mínimo. Ficou sem trabalhar uns 4 dias, se coçando e amaldiçoando a falta de tempo para ir se matricular no Free Care, todo mundo tinha Free Care, menos ele! E agora, Brazilino? Que foi que aconteceu?
Só chamando O Sherloque de Ipatinga!
BED BUGS, PERCEVEJOS, CARRAPATOS ou NÃO LEVE O “LIXO” PARA DENTRO DE CASA!!!
Intervalo necessário para a explicação do Sherloque de Ipatinga.
Bed bugs, mais conhecidos por fazerem muitos brazilinos sambarem ao som do seu rítmo noturno, também inferniza a vida de muito americano. O renascimento desses pestinhas, que se pensava estarem instintos na América, começou em hotéis baratos, em seguida infestou casas, condomínios, dormitórios de faculdades, aviões e até navios de cruzeiro.
Sherloque descobriu logo por onde começar!
Brazilino, então, perguntou ao Sherloque de Ipatinga: “Mas, me exprica aqui, o que é esse tar de bedbug?” Bed bugs são insetos achatados, com uma forma oval e mais ou menos com uns 3/16 avos de polegada ou do tamanho de uma semente de maçâ, manja....? Eles são marronzinhos, até atingirem a maioridade, aí se tornam avermelhadozinhos. Os vermezinhos FDPs adultos podem viver durante mais de uma ano sem se alimentarem e suportam temperaturas extremas, sendo assim, portanto, de difícil exterminação.
Onde é que esses desgraçados ficam?
Costumam se agrupar bem próximo da sua fonte de alimento: você! Durante o dia esses insetos noturnais desaparecem enfiados em colchões, lençóis, móveis, atrás das cabeceiras das camas, quadros, até mesmo enfiados no meio do papel de parede. À noite, os vampirinhos saem para comer, atraídos pelo hálito do inocente Brazilino que dorme e pelo corpo quente da Brazilina cansada.
Mas cumé que esses carrapatinhos inocentes atrapalham tanto?
Eles são uma desgraça. Quando se alimentam, deixam sua pele totalmente coçando, com umas bolinhas de sangue tipo espinha encravada, mas o pior é que as mordidas não dóem. Na hora, você não sente nada. Só vai sentir depois, porque embora as mordidas não doam, muitas vítimas só vão notar que têm um problema até que esteja tudo infestado. E aí é tarde demais!!!
PEGANDO CARONA – Os carrapatinhos de Allston Brighton também andam de carona, os moleques desgraçados. Uma vez que chegam na sua casa através de algum móvel, êles se espalham rapidamente de um quarto para o outro – viajando de graça pelas roupas e pelas malas, caixas, bolsas, através dos canos dos heaters, até mesmo através dos vacuum cleaners. Os pestinhas são difíceis de exterminar e precisam que você contrate um profissional: O CARRAPATO-BUSTER!
Brazilino, então perguntou: “Cumé que eu sei que minha casa tá infestada?”
Os carrapatos, ou percevejos (J), como querem alguns, deixam um rastro, uma mancha de cor marron ou avermelhada nos seus lençóis. Uma grande infestação de carrapatinhos allstonianos brightonianos cria um cheiro de brejo, meio doce, meio velho, como uma garrafa de coca-cola que ficou aberta durante alguns dias, esquecida num canto. As mordidas dessas criaturazinhas deixam coceiras, marcas vermelhas pelo corpo inteiro, já teve gente de chegar na cozinha com o rosto todo infestado e a rapaziada do primeiro shift, na hora do breakfast, levar um susto desgraçado! Verifique esses sinais de infestação quando viajar de um lado para outro em Massachusetts, (principalmente Allston-Brighton). Evite levá-lo para casa com você!
O que devo fazer se notar que tenho carrapatos-percevejos-bedbugs em minha casa?
Os vampirinhos são difíceis de localizar. Tratamento para terminar com a infestação deve ser feita por um profissional. Pois exige que a pessoa tenha uma licença, precisa ser um pest control operator, com experiência em tratar dos pestinhas. A exterminação demora e necessita ser revisada e inspecionada por um departamento competente, um problema que está sendo discutido amplamente pela administração dos dois bairros. Experiência e treinamento são situações-chave no sentido de localizer, identificar e eliminar estes insetos especiais. E prepare o bolso, Brazilino, ou faça um acordo com todos do prédio: moradores, landlord....procure o Centro do Imigrante e o MAPS, já há propostas sendo encaminhandas às prefeituras. Participe ou pelo menos, Informe-se!
NÃO LEVE OBJETOS DO LIXO PARA CASA!!!!
Phydias Barbosa
Mesmo assim, porque ele sentiu tudo acontecer na sua própria pele. E demorou um tempão para aprender que bedbug é um bichinho que circula pelas camas, colchões, sofás, futtons da maioria das famílias que mora na região de Allston e Brighton.
Tudo começou quando Brazilino teve que sair de East Boston correndo porque a imigração estava prá bater na casa; um dos honoráveis indivíduos que compartilhava da moradia estava sendo procurado e como ali ninguém tinha papel...muda todo mundo, “cada um prum canto e de preferência arruma logo uma maneira de ir mudando de nome, de carro e de carteira internacional.”.
Uma coisa relativamente fácil de se fazer em New England, o importante é ter os contatos. Um negócio não muito honesto, mas não deixa de ser uma resposta dos indocumentados à burrocracia emperrada americana. E ajudado por americanos que se enriquecem com isso, claro, às custas do próprio imigrante, melhor mesmo é participar dessa roda viva extra oficial e tentuplicar o salário do Brasil.
Afinal, o ilegal dos ilegais é não documentar. Não dá prá documentar porque o processo e o capitalismo desenfreado não deixam e o Brazilino nesse caso tem que se virar, descola então um nome falso. E vive tranquilamente com esse outro nome.
Outro dia, um conhecido de um amigo meu que trabalha num Star Market afirmou que seu amigo, que em Criciúma se chamava Genésio, já estava tão acostumado com o novo nome, que nem deu bola quando a própria tia passou de carro e o reconheceu na rua e gritava Genésio, Genésio e êle nem com êle! Achava que era com o hispaninho que caminhava ao lado em direção ao T.
O problema é que Brazilino teve que se mudar para Allston, junto com mais 4 ou 5 que estavam chegando também e a data era perfeita, um montão de gente também se mudando de um lado para outro, a estudantada toda se movimentando, um monte de caminhão de mudança pela rua e, claro, um montão de LIXO.
Você já achou alguma coisa no lixo, levou prá casa? Então, todo mundo acha, não é mesmo? Brazilino também! Achou um sofá cama lindo, de três lugares, confortável, beleza para assistir a Globo Internacional.
Com a ajuda de dois companheiros, foram carregando o sofá pela rua, da Commonwealth Court até a Kelton, pertinho da Allston Street.
Subiram com o sofá pelas escadas, meio aos trancos e barrancos, fazendo um barulhão e chamando a atenção dos vizinhos no andar de cima.
Brazilino tinha finalmente descolado o seu canto na casa, botou o sofá perto da janela, de frente para a Tevê e ali se instalou, sem saber que o perigo rondava.
Alguns dias depois, começou a se coçar! Se coçava todo, não podia imaginar o que era! Foi na farmácia, fez mímica, o rapaz da CVS mostrou um creme, passou o creme, aliviou um pouco, mas o efeito foi mínimo. Ficou sem trabalhar uns 4 dias, se coçando e amaldiçoando a falta de tempo para ir se matricular no Free Care, todo mundo tinha Free Care, menos ele! E agora, Brazilino? Que foi que aconteceu?
Só chamando O Sherloque de Ipatinga!
BED BUGS, PERCEVEJOS, CARRAPATOS ou NÃO LEVE O “LIXO” PARA DENTRO DE CASA!!!
Intervalo necessário para a explicação do Sherloque de Ipatinga.
Bed bugs, mais conhecidos por fazerem muitos brazilinos sambarem ao som do seu rítmo noturno, também inferniza a vida de muito americano. O renascimento desses pestinhas, que se pensava estarem instintos na América, começou em hotéis baratos, em seguida infestou casas, condomínios, dormitórios de faculdades, aviões e até navios de cruzeiro.
Sherloque descobriu logo por onde começar!
Brazilino, então, perguntou ao Sherloque de Ipatinga: “Mas, me exprica aqui, o que é esse tar de bedbug?” Bed bugs são insetos achatados, com uma forma oval e mais ou menos com uns 3/16 avos de polegada ou do tamanho de uma semente de maçâ, manja....? Eles são marronzinhos, até atingirem a maioridade, aí se tornam avermelhadozinhos. Os vermezinhos FDPs adultos podem viver durante mais de uma ano sem se alimentarem e suportam temperaturas extremas, sendo assim, portanto, de difícil exterminação.
Onde é que esses desgraçados ficam?
Costumam se agrupar bem próximo da sua fonte de alimento: você! Durante o dia esses insetos noturnais desaparecem enfiados em colchões, lençóis, móveis, atrás das cabeceiras das camas, quadros, até mesmo enfiados no meio do papel de parede. À noite, os vampirinhos saem para comer, atraídos pelo hálito do inocente Brazilino que dorme e pelo corpo quente da Brazilina cansada.
Mas cumé que esses carrapatinhos inocentes atrapalham tanto?
Eles são uma desgraça. Quando se alimentam, deixam sua pele totalmente coçando, com umas bolinhas de sangue tipo espinha encravada, mas o pior é que as mordidas não dóem. Na hora, você não sente nada. Só vai sentir depois, porque embora as mordidas não doam, muitas vítimas só vão notar que têm um problema até que esteja tudo infestado. E aí é tarde demais!!!
PEGANDO CARONA – Os carrapatinhos de Allston Brighton também andam de carona, os moleques desgraçados. Uma vez que chegam na sua casa através de algum móvel, êles se espalham rapidamente de um quarto para o outro – viajando de graça pelas roupas e pelas malas, caixas, bolsas, através dos canos dos heaters, até mesmo através dos vacuum cleaners. Os pestinhas são difíceis de exterminar e precisam que você contrate um profissional: O CARRAPATO-BUSTER!
Brazilino, então perguntou: “Cumé que eu sei que minha casa tá infestada?”
Os carrapatos, ou percevejos (J), como querem alguns, deixam um rastro, uma mancha de cor marron ou avermelhada nos seus lençóis. Uma grande infestação de carrapatinhos allstonianos brightonianos cria um cheiro de brejo, meio doce, meio velho, como uma garrafa de coca-cola que ficou aberta durante alguns dias, esquecida num canto. As mordidas dessas criaturazinhas deixam coceiras, marcas vermelhas pelo corpo inteiro, já teve gente de chegar na cozinha com o rosto todo infestado e a rapaziada do primeiro shift, na hora do breakfast, levar um susto desgraçado! Verifique esses sinais de infestação quando viajar de um lado para outro em Massachusetts, (principalmente Allston-Brighton). Evite levá-lo para casa com você!
O que devo fazer se notar que tenho carrapatos-percevejos-bedbugs em minha casa?
Os vampirinhos são difíceis de localizar. Tratamento para terminar com a infestação deve ser feita por um profissional. Pois exige que a pessoa tenha uma licença, precisa ser um pest control operator, com experiência em tratar dos pestinhas. A exterminação demora e necessita ser revisada e inspecionada por um departamento competente, um problema que está sendo discutido amplamente pela administração dos dois bairros. Experiência e treinamento são situações-chave no sentido de localizer, identificar e eliminar estes insetos especiais. E prepare o bolso, Brazilino, ou faça um acordo com todos do prédio: moradores, landlord....procure o Centro do Imigrante e o MAPS, já há propostas sendo encaminhandas às prefeituras. Participe ou pelo menos, Informe-se!
NÃO LEVE OBJETOS DO LIXO PARA CASA!!!!
Phydias Barbosa
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